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Consumismo entre as crianças ameaça infância ?

01/08/2011

Olá encantados,

Ontem, eu vi uma reportagem interessante no Tempo Online, escrita pela talentosa Andréa Juste: “Consumismo ameaça infância com moda de vestuário adulto”.

Acho que é um tema polêmico e que merece reflexão. Por isso, segue abaixo a matéria:

Saias curtas, sapatos de salto alto, camisas sociais e calças jeans. Não é novidade que as peças tradicionais do guarda-roupas dos adultos também fazem parte da moda para crianças. Longe de considerarem o comportamento “bonitinho”, muitos pais, porém, dizem-se preocupados com a sexualização infantil.

No Reino Unido, uma associação de pais quer banir produtos que caracterizam esse avanço inapropriado da idade. No Brasil, porém, resta aos pais apenas deixar de atender os pedidos que forem considerados indevidos.

Quem é alvo dos mesmos pedidos é a psicóloga Luciana Dantas, 38, mãe de Laura, 4. “Ela pede batom, esmalte, roupa com brilho, sandália de salto. Ela ‘forçou tanto a barra’ que lhe dei uma sandália com salto de 3 cm, mas só a deixo usar uma vez por semana”, diz, ressaltando que roupas curtas ou que mostrem a barriga são proibidas. “Acho um apelo à sensualidade”, comenta. Para controlar as vontades, Luciana e o marido apostam no diálogo com a criança. “Explico para ela que existem limites. Não fazemos barganha, e ela entende, apesar de ser bem insistente”, afirma.

A indicação da psicóloga Maria Cristiana Seixas Villani, professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), é que as crianças se vistam como adulto somente em um contexto de brincadeira. “É natural e saudável que crianças queiram imitar o comportamento dos adultos para desenvolver habilidades. Mas nossa sociedade consumista se aproveita disso e acaba as impedindo de viver como crianças, de se divertirem com coisas do mundo da fantasia”, diz.

Maria Cristiana alerta ainda que a criança que tem hábito de se vestir como gente grande poderá pensar que é normal agir como tal. “São comportamentos com os quais a própria criança não vai ter repertório para lidar”, afirma a especialista, ressaltando que os pais devem conversar para estabelecer limites.

Proibição
Reino Unido. Em junho, lojistas se comprometeram a retirar das vitrines roupas com apelo sexual. Em outubro, o governo britânico deve se reunir com pais e comerciantes para avaliar a iniciativa.

DEMANDA
Indústria tem as meninas como o seu principal alvo
7[NORMAL_A]As”>As crianças estão querendo pular etapas, alerta Karla Couto Mussi, gerente de uma loja de artigos infanto-juvenis de um shopping em Belo Horizonte. “As mães não querem deixar, mas as crianças pedem sandália com saltinho”, diz. As meninas são de fato os maiores alvos dessa indústria, segundo a professora de comunicação social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Laura Guimarães Correa. “As meninas começam muito cedo a querer se vestir como objetos desejáveis, e isso é lamentável. O agravante é que os produtos são cor-de-rosa, tudo feminino e quase sempre se limitam à beleza e aos cuidados domésticos”, opina.

Para ela, a lógica do consumo é pautada pelo lucro. “Se tem jeito de vender unhas postiças, mechas de cabelo e salto para meninas de 7 anos, a indústria faz isso”. O salto, porém, deve ser usado com moderação para não prejudicar a formação do esqueleto da criança, alerta o ortopedista Jefferson Soares Leal, professor da Faculdade de Medicina UFMG. “Ela tem o esqueleto imaturo e está mais suscetível aos estímulos externos. Se usar de vez em quando, não tem problema”, diz. (AJ)

A vendedora Joyce Penido, 33, conta que a filha Vitória, 4, pede saias e blusas curtinhas e até mesmo sutiã. “Ela não quer mais esses vestidos ‘românticos’. Se eu visto uma calça jeans justa, ela quer; se uso decote, ela quer. Mas ela não tem idade para isso”, comenta.

Peças íntimas infantis têm sutiã de bojo para crianças de 4 anos

Preocupada, a mãe acredita que é preciso atenção para esse comportamento. “É muito difícil ter uma menina, pois vemos muitas coisas ruins acontecendo, como pais abusando de filhos. Se estimular a sexualidade da criança, pode estimular interesses, olhares. Tenho essa preocupação de ela não estar ‘sexy’, pois é uma menina”, diz Joyce, que “negocia” com a filha. “Ela pede um short, mas não sabe diferenciar um ‘sexy’. Então, tento dar um mais menininha e, não, justinho”, fala.

E vocês, encantados, o que acham sobre esse tema?

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4 Comentários leave one →
  1. 01/08/2011 11:22

    Nossa, precismos espalhar esse post por ai…
    Isso é importantíssimo…
    Ainda não tenho filhos, mas pretendo ter… e se Deus me permitir, uma menina.
    Mas para comprar vários vestidos floridos, de lacinho, bichinho e fazer com que ela seja criança…. é lindo demais…

    beijokasssssssssssss

    • nanaencantada permalink*
      01/08/2011 14:14

      Pois é, Lívia!
      É claro que cada mãe tem a liberdade de vestir a filha/o filho como quiser, mas é preciso pensar no que isso representa para a criança.
      Beijos!

  2. 02/08/2011 06:35

    Muito interessante e pertinente a materia! Parabens.

  3. 11/09/2012 10:59

    mas se ela precisar usar sutia ela usaa

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